Ciesp diponibiliza estudo sobre o impacto econômico da "indústria do crime"

oubos, homicídios, pirataria, contrabando e outras formas de violência são fruto de um mercado ilegal que cresce em ritmo acelerado.

16/05/2017 12h18 - Por: Fiesp

Ciesp diponibiliza estudo sobre o impacto econômico da

Definição


A presença e o crescimento da economia criminal são um gravíssimo problema público, com impactos econômicos que afetam diretamente o setor produtivo (indústria e comércio), com prejuízos e perdas de empregos e investimentos, e, sobretudo, impactos sociais, afetando diretamente o cidadão, pelo aumento do risco de vitimização de crimes que alimentam o Mercado Ilícito Transnacional (MIT) em São Paulo e pela degradação da qualidade de vida no estado.

Por Mercados Ilícitos Transnacionais entende-se a oferta compartilhada, em escalas regional e internacional, de drogas, armas, produtos roubados, furtados, contrabandeados, de contrafação ou pirateados, que atendem à demanda de consumidores internos ou externos ao país destinatário, utilizando-se de corrupção estatal e lavagem de recursos para garantir a aquisição e o uso do lucro ilícito, formando uma verdadeira economia criminal transnacional.

Características dos Mercado Ilícito Transnacional (MIT)
Em síntese, as três principais características dos atuais mercados ilícitos transnacionais, destacando seus principais efeitos e operadores são:

Transnacionalidade
Um mercado ilícito é transnacional quando é: cometido em mais de um Estado; cometido em um Estado, mas com preparação substancialmente feita em outro; cometido em um Estado, com o estabelecimento da organização criminal do grupo em outro Estado; e cometido em um Estado, com efeitos substanciais em outro. Por ser uma marcante característica contemporânea dos mercados ilícitos, tornou-se parte complementar da denominação mercado ilícito

Interdependência entre mercados
A rápida expansão das atividades ilícitas ocorreu (e ocorre) em razão do compartilhamento das cadeias financeira e logística. Na primeira, o dinheiro disponível pelo lucro do Mercado Ilícito Transnacional (MIT) de droga financiou, como “capital de giro”, a expansão dos mercados de armas e demais produtos nos anos 1960 a 1980, e depois compartilhou a mesma estrutura de lavagem de dinheiro. Para a cadeia logística, o compartilhamento ocorre através da utilização dos mesmos agentes (transportadores, agentes da lei corruptos, etc.), meios e rotas para transporte e estocagens seguras de drogas, armas, contrabando ou produtos roubados.

Lucro e violência são grandezas correlacionadas
Os mercados ilícitos mais lucrativos tendem a estar entre os mais violentos, sejam os mercados originários – como drogas e armas –, sejam os secundários (segmento ilegal de um setor legal) – como o de veículos e eletrônicos. A maior lucratividade dos mercados ilícitos tende a ampliar a concorrência entre seus operadores, o que incentiva o uso de estratégias violentas para a “aquisição” dos produtos, especialmente quando adquiridos por meio de roubos (eletrônicos, veículos, celulares, relógios, etc.).

Em São Paulo
O estado de São Paulo é sede do maior mercado consumidor nacional, se no ramo lícito o Estado representa uma grande parcela do acumulado nacional – chegando a 33% do produto interno bruto (PIB) brasileiro no ano de 2012, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) –, o ramo ilícito pode ser, de modo relativo, ainda mais representativo, já que São Paulo é destino final de diversas rotas nacionais e internacionais de contrabando e descaminho, além de possuir o maior número de roubos e furtos do país.

O estado dispõe de rodovias, portos e aeroportos melhores que a média do país, possui a maior metrópole da América do Sul, conectada com as ricas e estratégicas regiões metropolitanas de Campinas e Santos. Está próximo de grandes centros de consumo, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba, além de ser “plataforma” de saída e chegada de mercadorias dos Estados Unidos, Europa e Ásia. Isso faz do estado, além de poderoso consumidor, principal entreposto de mercadorias ilícitas do país. Ou seja, São Paulo é o centro da economia criminal transnacional do país.

Confira o relatório completo

http://hotsite.fiesp.com.br/omi/index.html

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