Jovens eleitos para o Parlamento Juvenil vão discutir propostas para melhorar ensino médio

Eleitos com 32 mil votos por estudantes de todo o Brasil, o desafio dos novos parlamentares será elaborar propostas de políticas públicas que contribuam com a qualidade do ensino médio.

15/12/2016 12h16 - Por: Portal MEC

Jovens eleitos para o Parlamento Juvenil vão discutir propostas para melhorar ensino médio

Os 27 novos membros do Parlamento Nacional do Mercosul Juvenil, que representam os estados do Brasil e o Distrito Federal, tomaram posse nesta segunda-feira, 12, no Ministério da Educação para o mandato do biênio 2016/2018. São jovens da mesma faixa etária, alunos de escolas públicas e autores de projetos inovadores com potencial para melhorar a educação do país. Eleitos com 32 mil votos por estudantes de todo o Brasil, o desafio dos novos parlamentares será elaborar propostas de políticas públicas que contribuam com a qualidade do ensino médio.


“Estamos falando do protagonismo, da participação da juventude num processo para pensar políticas públicas para o nosso país”, disse o secretário de Educação Básica do MEC, Rossieli Soares da Silva. Uma oportunidade, segundo ele, para que os dois lados ganhem. “A gente aprende com a visão deles e eles aprendem um pouco do universo político”, acrescentou Rossieli, que abriu a cerimônia de posse dando as boas-vindas aos estudantes brasileiros que vão representar o Brasil no Parlamento Juvenil do Mercosul.


Aluna do segundo ano do ensino médio do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, Gabriela Calábria Araújo Moraes dos Santos, de 16 anos, foi escolhida para a leitura do juramento parlamentar. O critério da escolha do seu nome foi o fato de ter sido a mais votada entre todos os estudantes. Recebeu 1.617 votos. “Não foi fácil ser eleita. Fui a seis escolas angariar votos”, conta a estudante, que elaborou um projeto para criar um núcleo de apoio estudantil, com participação voluntária, para prestar serviços à comunidade ao redor da sua escola. Uma desses serviços seria ajudar a esclarecer como combater o mosquito do zika vírus. “Ficamos na sala de aula preocupados em aprender as disciplinas e esquecemos de olhar ao nosso redor e ser cidadãos”, diz.


Elegante no terno que pegou emprestado do padrinho para a posse, Hitaedson Ribeiro Matos, 17 anos, aluno do segundo ano da Unidade Escolar Nossa Senhora da Paz, em Teresina, foi eleito com um projeto que estimula a criação de uma Academia de Letras Juvenil nas escolas públicas brasileiras. “Eu mesmo sou exemplo de que isso dá certo porque até os meus 15 nunca tinha lido um livro”, assinala o estudante, que na academia da escola ocupa a cadeira que homenageia o médico, professor e político piauiense Clidenor de Freitas Santos. Ele explica que é montada uma bancada na escola e os alunos são convidados a ler um texto. “Não há prêmio porque o prêmio é o nosso conhecimento.”


Representante do Rio Grande do Sul, Giovana Pertuzzatti Rossatto, 16 anos, ficou sabendo da eleição para o Parlamento Juvenil do Mercosul uma semana antes do encerramento do prazo. “Virei madrugadas para conseguir elaborar o projeto”, conta a estudante, que mora em Frederico Westphalen, cidade de apenas 30 mil habitantes. A intenção dela é justamente incentivar o protagonismo juvenil e a participação dos jovens em parlamentos juvenis a partir de maior divulgação desses espaços. “É preciso que essas informações cheguem às escolas e podemos criar sites na internet e usar o Facebook para isso”, propõe Giovana.


Giovana, Hitaedson e Gabriela pretendem estimular o protagonismo juvenil e contribuir para a qualidade da educação (Foto: Luís Fortes/MEC)

Durante toda a semana os estudantes membros do Parlamento Juvenil do Mercosul participarão em Brasília de um curso de formação sobre temas atuais da política educacional brasileira e que permeiam os cinco eixos temáticos dentro da temática central O Ensino Médio que queremos: integração regional, inclusão educativa, igualdade de gênero, jovens e trabalho e direitos humanos. Ouvirão especialistas e gestores da Assessoria Internacional do MEC, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).


Além do Brasil e dos demais países do Mercosul — Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela —, jovens da Colômbia, Bolívia e Peru compõem o parlamento internacional. A primeira reunião de todos os jovens, prevista para o primeiro semestre de 2017, deve ter o Uruguai como país-sede. O Parlamento Juvenil do Mercosul existe desde 2010 e sempre discute questões atuais ligadas ao ensino médio. “O parlamento visa a dar voz aos jovens do ensino médio, promovendo o protagonismo”, explica Sandra Sérgio, coordenadora nacional do parlamento. Após o encontro internacional, os jovens membros elaboram carta de recomendações a ser entregue aos ministros da área de educação que participam do Mercosul Educacional.


Rovênia Amorim

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