Disque-Denúncia completa 17 anos com mais de 2 milhões de atendimentos

Serviço começou apenas por telefone e hoje recebe 50% das informações via internet, com garantia de sigilo absoluto

09/10/2017 18h44 - Por: SSP-SP

Disque-Denúncia completa 17 anos com mais de 2 milhões de atendimentos

Há 17 anos, o telefone do Disque-Denúncia (181) tocava pela primeira vez, na cidade de São Paulo. Em 25 de outubro de 2000, o sistema de informações anônimas começou a funcionar, um dia após a assinatura de uma resolução que regulamentou o serviço. De lá até o último mês de setembro, 2 milhões de denúncias, feitas via telefone ou internet, foram apuradas.

Nos 68 dias entre a criação e o fim de 2000, os atendentes receberam 9.948 ligações sobre diversos crimes – uma média de 146 por dia. Seis mil dias depois da inauguração, o telefone 181 atende a cerca de 443 denúncias feitas de todos os municípios paulistas, diariamente – já que o serviço funciona ininterruptamente. E o sigilo absoluto é garantido.

A história do Disque começou quando a Secretaria da Segurança Pública (SSP) se conveniou ao Instituto São Paulo Contra a Violência (ISPCV), uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) criada por empresários em 1997. O objetivo da parceria era criar uma central de atendimento exclusiva e gratuita para o recebimento de denúncias.

Na época em que foi lançado, o sistema ainda não contava com o tradicional número 181 – havia outros dois contatos, ambos gratuitos – e as informações aceitas se restringiam aos crimes de tráfico de drogas, homicídios, latrocínios, sequestros, roubos e furtos em geral e de veículos, além de dados que ajudassem a localizar pessoas procuradas pela Justiça.

Para cada delito, há um questionário específico, que é feito ao denunciante por policiais, para que nenhum dado seja perdido e a contribuição para as investigações seja maior. Os aparelhos da central telefônica não são ligados a nenhum sistema de rastreamento nem de identificação de chamadas. O denunciante ainda pode, com uma senha, acompanhar o caso.

Em 2015, o governo implantou novos formulários e o sistema passou a receber informações sobre furtos de caixas eletrônicos com uso de explosivos, incêndios a ônibus e casos de violência de torcidas de futebol. O Disque funciona hoje no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Rua Dr. Jorge Miranda, no bairro paulistano da Luz.

Balanço

De 2000 até o final de setembro, os atendentes do Disque-Denúncia receberam exatamente 1.910.554 ligações anônimas. Outras 279.799 foram feitas online, entre 2014 e 2017, pelo site do WebDenúncia (www.webdenuncia.org.br). Ao todo, o serviço colheu 2.190.353 dados que auxiliaram em investigações policiais do Estado de São Paulo.

Implantado em novembro de 2013 pelo Governo do Estado de São Paulo, o WebDenúncia já concentrava 6,23% do total de informações anônimas recebidas pelas polícias estaduais ao final do primeiro ano de funcionamento. Esse índice chegou a 50,01% entre janeiro e setembro deste ano e ficou pela primeira vez acima do total do 181.

Cerca de 71% das denúncias recebidas em 2017 pelos dois serviços foram sobre tráfico de entorpecentes. Uma delas, no dia 12 de setembro, resultou na prisão de cinco pessoas envolvidas com tráfico internacional de drogas, no bairro do Cangaíba, na zona leste da Capital. Na ocasião, um dos detidos havia engolido 88 cápsulas de cocaína.

De acordo com números do Instituto São Paulo Contra a Violência, aproximadamente 10% das informações contemplam dados sobre foragidos da Justiça e 8,41% sobre roubos de diversos tipos. Este ano, houve 2.797 denúncias sobre furtos, 2.043 sobre homicídios, 458 sobre sequestros e 292 (0,24%) sobre latrocínios.

A partir das denúncias, em 3 de maio, uma equipe das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar deteve, em Guaianazes, três homens que mataram um homem durante um assalto cerca de um mês antes. Na época, um dos suspeitos foi encontrado e preso. Ele confessou o crime e entregou dois comparsas. A vítima estava com uma criança no momento do latrocínio.

Ao completar 17 anos, o serviço carrega na bagagem a resolução de 2.556 homicídios, de 239 sequestros, de 43.411 ocorrências de tráfico de entorpecentes, além da captura de 7.457 pessoas procuradas pela Justiça e da apreensão de 5.864 armas de fogo. E o governo, junto com o instituto, continua trabalhando para melhorar ainda mais o serviço.

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